Rede municipal de ensino faz toda a diferença na vida de alunos da Educação Especial em Jales

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O direito do aluno à educação de qualidade, igualitária, inclusiva e centrada no respeito à diversidade humana.

Diante da inevitável diversidade humana, a sociedade é composta por diferentes identidades plurais e particularidades que tornam indispensável o desenvolvimento de uma educação de qualidade para todos. Com o objetivo de semear a inclusão, independente de qualquer diferença física, cognitiva, social, cultural, e na busca de propiciar educação para todos, cada vez mais Jales tem se organizado e aperfeiçoado para atender os alunos público alvo da Educação Especial, uma vez que esta é uma modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino e parte integrante da educação regular, realizando o atendimento educacional especializado, disponibilizando os recursos, serviços e orientando quanto a sua utilização no processo ensino-aprendizagem, de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos.

Em Jales, a educação especial é voltada para pessoas com deficiência; com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pessoas com altas habilidades (superdotação). De acordo com a secretária municipal de Educação Lourdes Marcondes Rezende “atualmente a rede municipal possui aproximadamente 44 alunos matriculados em salas de recursos multifuncionais com atendimento educacional especializado na educação fundamental e 8 alunos na educação infantil”.

Segundo a coordenadora da Educação Especial, Márcia Batista Ataides, que realiza um belíssimo trabalho em Jales, “na rede municipal de ensino de Jales existem alunos diagnosticados com Autismo, deficiência intelectual, deficiência física / paralisia cerebral, Síndrome de Down, Deficiência Múltipla e Deficiência Auditiva”.

A coordenadora disse que o município disponibiliza 4 salas de recursos multifuncionais que realizam atendimento educacional especializado com professoras especialistas. Todos os alunos público alvo da Educação Especial estão matriculados na rede regular e frequentam o AEE em período contrário e que “a Prefeitura de Jales disponibiliza transporte para levar os alunos até as escolas para o atendimento especializado”.

No entanto mesmo quando não é possível o aluno ir para as escolas que tem as salas de recursos, as professoras especialistas se deslocam de suas sedes para realizar o atendimento educacional especializado em suas unidades escolares. Jales também contemplou, durante este ano, o atendimento domiciliar de acordo com a Resolução SE 25, de 1/4/2016 e todos os alunos matriculados nas salas de recursos possuem diagnóstico médico/ psicológico de acordo com a Res. 68/2017 do Estado de São Paulo.

As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos para a oferta do atendimento educacional especializado. “Nossa rede possui uma parceria com faculdades da região e disponibiliza hoje aproximadamente 28 estagiários, a maioria deles estudantes de Pedagogia, que acompanham os alunos especiais que não possuem autonomia”, lembrou Márcia que acrescentou: “No ano de 2018 a Prefeitura em parceria com a Secretaria Municipal de Educação/ Coordenação da Educação Especial ofereceu para as professoras especialistas formação continuada de 40 horas. Houve capacitação sobre Adaptação Curricular em horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) em todas as escolas municipais; formação sobre autismo em horário de trabalho coletivo (HTC) nas escolas municipais de Educação Infantil que possuem este público alvo”.

Suelen Lemes do Prado, mãe da aluna Júlia, do 4º Ano da EM Professora Iracema Pinheiro Candeo – Lola, diagnosticada com microcefalia e hidrocefalia, emocionada, fez questão de falar sobre a educação oferecida na rede municipal para alunos especiais em Jales. “O diagnóstico era de que minha filha não iria andar, falar, se alimentar sozinha, mas hoje ela é superação, ela fala, anda, corre, brinca, se alimenta sozinha e faz tudo que uma criança normal da idade dela faz. Porém, ao longo de 10 anos tivemos muita dificuldade em relação à inclusão nas escolas. Ela passou por escolas municipais e particulares onde morávamos. Tanto aqui quanto em Mogi Mirim as escolas particulares não tinham preparo nenhum para receber alunos especiais e lá, as municipais compartilhavam os cuidadores com outras crianças.

Ela pegou pânico de escola a ponto de eu pensar em tirar ela e educar em casa. Mas quando consegui a vaga aqui na Lola, em junho, tudo mudou: no período de férias a equipe da escola manteve contato comigo para poder conhecer os hábitos da minha filha; tive a oportunidade de vir e explicar o problema, eles prepararam as crianças para receber a Julia e quando as aulas começaram foi maravilhoso, graças a Deus ela se encontrou, foi muito bem recebida, recebe educação de qualidade, já aprendeu a ler e a escrever e, acima de tudo, recebe muito amor e carinho da direção, coordenadores, professores, da estagiária que é exclusiva para ela e de todos os funcionários. Nunca tinha visto nada parecido antes”.

A mãe do aluno Heitor, do 2º Ano C da EM Professora Elza Pirro Viana, Elen de Lima Urias, disse que o filho foi diagnosticado com paralisia cerebral e “há três anos frequenta a Elza Pirro. Antes ele estudou em uma escola particular, mas foi só decepção para nós. Não tinha cuidadora e nem foi incluído. Uma terapeuta ocupacional disse para eu procurar a rede municipal de ensino de Jales e foi a melhor coisa que eu fiz. O Heitor sempre foi muito bem acolhido e cuidado aqui na escola, tem uma estagiária só para ele e o desenvolvimento que ele apresentou foi impressionante. Hoje ele conhece o alfabeto, conhece números, formas geométricas, junta as letras e sempre que necessita de um material didático diferente, a direção fornece. Foi muito lindo ver o preparo das crianças para recebê-lo, tratando com tanto amor e muito carinho. O Heitor ama essa escola que passou a ser a segunda casa dele. Meu filho participa de todas as atividades; das aulas de educação física, artes, informática, apresentações culturais e é muito feliz aqui”. A mãe contou ainda que “no ano passado uma das professoras me deixou muito emocionada, ela trabalhava normalmente com a sala de aula e depois convidava todos os alunos a realizarem as atividades da mesma maneira que o Heitor realizava, para sentirem como é o dia a dia dele. Isso é gratificante, isso é amor. Torço todos os dias para que a Prefeitura continue nos proporcionando essa educação maravilhosa que temos para nossos filhos”.

Após conter a emoção Vilma Medeiros Gonçalves, mãe do aluno Gabriel, que estuda no 2º Ano da EM Professora Jacira de Carvalho, conseguiu falar sobre a importância da educação para alunos especiais e quanto isso faz a diferença na vida do seu filho. “A gente chega a ter muito medo e a pensar em nem colocar na escola, mas aí a gente chega numa escola como essa e vê que é tudo diferente, a gente vê o amor, o cuidado, o carinho, a atenção e só tem que agradecer a Deus por tudo isso”.

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