Durante os dias 2 e 3 de dezembro, foi realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o Seminário do Pacto Nacional pela Primeira Infância, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunindo diversas instituições sociais e autoridades da região sudeste.

O Seminário destacou a importância dos projetos e serviços oferecidos na primeira infância a partir de bases científicas. Jales esteve representada pela conselheira presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Meire Kelly de Souza dos Santos, as conselheiras Elizangela Antunes do Nascimento, Marislei Bercelli Nascimento, Adriana Feliciana Merotti e Fairuzi Leala Lopes, a secretária executiva do CMDCA, Maria Fernanda Castanheira da Silva Alves e a conselheira tutelar, Marilene Bonadio Antunes.

Estiveram presentes para compor a mesa diretora os representantes do governo federal e estadual, do executivo e a sociedade civil de toda a região sudeste. Entre eles os ministros Osmar Terra e José Antonio Dias Toffoli, a secretária nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, Mariana Neris e o vice- governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia.

O ministro da cidadania, Osmar Terra explicou que “se o bebê não construir os vínculos afetivos e emocionais de que precisa no desenvolvimento cognitivo, ficará prejudicado. Foi feita uma análise comprovando que o investimento no fortalecimento dos vínculos nessa fase é primordial para a formação de um cidadão consciente”.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a fundadora da Associação Saúde Criança, Vera Cordeiro, apresentou experiência na prática da intersetorialidade para romper o ciclo da pobreza de crianças e suas famílias. A instituição aplica metodologia pioneira que trata as demandas da primeira infância de maneira multidisciplinar, em aspectos como saúde, educação, renda e cidadania, para promover o bem-estar de famílias em situação de vulnerabilidade social.

“Vivemos em um país em que os recursos são muito escassos e existem famílias que vivem uma realidade de miserabilidade total. É um país entre as 10 maiores economias do mundo e um dos mais injustos socialmente falando. Iniciativas como essas mudam a história do país”, destacou Vera Cordeiro.

A defensora pública, Daniele Bellettato Nesrala, enfatizou a construção do sistema de garantia de direitos à criança e ao adolescente, ressaltando a necessidade da institucionalização da continuidade do trabalho extrajudicial. “Para funcionar em rede, nós precisamos trabalhar de forma coordenada e unificada”, completou.