Na quarta feira, 15 de maio, foi realizada na E.M. Profª Jacira de Carvalho da Silva, a formação para as professores do Atendimento Educacional Especializado da Rede Municipal de Ensino de Jales. Na ocasião, a terapeuta ocupacional Marcela Rodrigues Temóteo ministrou a palestra “Disfunção de Integração Sensorial e sua Influência no Desenvolvimento”. Marcela é especialista em Integração Sensorial com Certificação Internacional pela Collaborative for Leadership in Ayres Sensory Integration (CLASI), atua como coordenadora da saúde da APAE de Jales e é sócia proprietária do CEAME de Fernandópolis.

A técnica da Integração Sensorial foi desenvolvida nos anos 60, pela Terapeuta Ocupacional norte americana Anna Jean Ayres, relacionando as sensações corporais, os mecanismos cerebrais e a aprendizagem. Durante a palestra, Marcela possibilitou aos presentes refletirem sobre suas sensações e também sobre as sensações dos alunos, pois na maioria das vezes, na correria do dia a dia, o comportamento apresentado pelas pessoas seguem automatizados e não é associado a um determinado comportamento às sensações.

A Integração Sensorial é a habilidade do cérebro de processar e organizar toda a informação que recebe através dos sentidos e preparar uma resposta adequada ao estímulo recebido.

Marcela demonstrou que o cérebro pode apresentar certa imaturidade e a habilidade de processar e organizar as informações que recebe é deficitária, ocasionando a disfunção desta integração sensorial. As dificuldades podem aparecer em coisas que parecem muito simples, resultando em atraso nas habilidades motoras, problemas com autorregulação, atenção e comportamento, afetando assim, o desempenho da criança na escola.

A disfunção discutida na palestra deve ser tratada precocemente com terapeutas ocupacionais especializado na área. “É imprescindível, aos professores da Educação, ter conhecimento sobre o assunto e um olhar sensível para compreender as sensações dos alunos e desconstruir rótulos que podem estar diretamente associados à disfunção da integração sensorial, impedindo assim que o aluno tenha uma organização harmoniosa com suas sensações e com o meio em que está inserido”, ressaltou Márcia Batista Ataides, coordenadora da Educação Especial de Jales.

Lembrando que no ano passado, a Prefeitura em parceria com a Secretaria Municipal de Educação/Coordenação da Educação Especial ofereceu para as professoras especialistas Formação Continuada de 40 horas, com capacitação sobre Adaptação Curricular em horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) em todas as escolas municipais; formação sobre autismo em horário de trabalho coletivo (HTC) nas escolas municipais de Educação Infantil que possuem este público alvo.