O Estado de São Paulo deu início a Semana Estadual de Controle e Combate à Leishmaniose, que vai de 06 a 10 de agosto. Em reforço a semana e dando continuidade aos trabalhos que já vem sendo realizado no município, a Secretaria Municipal de Saúde e Unidade de Controle de Zoonoses está promovendo uma série de ações para alertar toda população para a conscientização sobre os riscos da doença, ampliar o conhecimento e a percepção para seu diagnóstico precoce e tratamento adequado.

A semana de combate à leishmaniose visceral tem como finalidade promover ações de educação, informação e comunicação em saúde para a população, na perspectiva de reduzir os riscos de transmissão da doença nos seres humanos e nos animais. No sábado, 04 de julho, durante do “Dia D de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo”, a secretaria de saúde distribuiu panfletos informativos com diversas orientações sobre como deixar o mosquito palha, transmissor da doença, longe das casas.

Para a prevenção e controle da leishmaniose visceral, algumas medidas devem ser adotadas: manter a poda de árvores, folhagens e grama dos quintais; recolher do chão do quintal as fezes de animais, folhas, frutos, troncos podres; manter a saúde e a higiene de seus animais, usando coleira repelente de insetos e não permitindo que o cão fique solto nas ruas, colocar telas finas nas portas e janelas; entre outros.

O município possui uma lei que proibi na área urbana a criação de galinhas, porcos e demais animais que são comuns à área rural, pois estudos apontam que onde há esses animais, principalmente a galinha, ocorre o aumento do mosquito palha. Isto ocorre, devido esse inseto ter preferência por sangue animal, e normalmente no local em que existem criação de galinhas, também há muita matéria orgânica, ambiente propício para proliferação do mosquito.

As atividades se estendem no decorrer da semana com trabalhos educativos nas escolas municipais, estaduais e unidades de saúde, que conscientizem a população sobre a posse responsável e o abandono de animais domésticos, algo que tem se tornando cada vez mais frequente no município. As orientações também são para o  proprietário manter a posse do animal em qualquer circunstância, mesmo quando o bicho estiver agressivo, velho ou doente bem como sugerir a  castração dos animais para evitar ninhadas indesejadas. Manter a saúde e higiene dos animais, usar coleira anti-inseto e não permitir que o cão fique solto na rua também são outras medidas de prevenção.

Segundo a coordenadora da equipe municipal de Combate às Endemias, Vanessa Luzia da Silva, as ações estão sendo realizadas e contam com a participação de profissionais da saúde, agentes e comunidade.  “A Leishmaniose é uma doença grave e é preciso manter o alerta para preveni-la. A população deve ter alguns cuidados como, evitar principalmente o acúmulo de lixo orgânico e ter uma atenção especial com os animais que podem ser transmissores”, orienta Vanessa.

“Pretendemos estender as atividades da semana durante todo o mês de agosto e pedimos o apoio da população, lembrando que para quem suspeita que o cão tenha leishmaniose pode ligar na Unidade de Zoonoses através do (17) 99611-5491 e solicitar que seja feito o exame”, finaliza a coordenadora.