Na última terça, 21 de maio, aconteceu no Centro de Convenções Jornalista Nelson Camargo, na cidade de Votuporanga, a 1ª Conferência sobre os Planos Diretores das Cidades do Noroeste Paulista. O secretário de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana Nilton Suetugo e o arquiteto e urbanista da pasta, Adriano Lourenço, participaram do encontro.

 O evento se iniciou com a explanação do Processo de Revisão do Plano Diretor de Catanduva, com a palestra “Cartografia Social Participativa”, ministrada pelo professor Luiz Antônio Nigro Falcoski, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP, atuante em Desenvolvimento Urbano e Regional, Sistema de Gestão em Planejamento, Planos Diretores, Instrumentos e Indicadores Urbanísticos, Gestão Ambiental Urbana, Planejamento e Zoneamento por Desempenho Urbano e Projeto Urbano Sustentável, e subsequente às revisões de Planos Diretores das cidades de Fernandópolis, São José do Rio Preto, Votuporanga e Jales.

O Secretario Planejamento, o engenheiro civil Nilton Suetugo discorreu sobre a experiência de Jales, à metodologia adotada e o resultado da implementação do plano, sendo que Jales é a única dessas cidades que já finalizou e promulgou o material. O arquiteto e urbanista Adriano Lourenço destacou um ponto positivo do plano de Jales, que é a criação do Conselho da Cidade, um órgão deliberativo que atende a dinâmica da sociedade e das politicas públicas fazendo com que elas conversem mais rapidamente e tenham soluções nas diretrizes do plano vigente.

As conclusões apontadas pelos conferencistas são de que cada vez mais os Planos Diretores precisam de participação popular na sua elaboração e que a dificuldade de envolver a sociedade nessa participação é uma constatação comum a todos os municípios, mas que existem metodologias bem sucedidas que resolvem essa problemática.

Outro ponto constatado é que os Planos Diretores precisam atender a realidade de cada município, em relação ao número de habitantes, ao seu caráter econômico, e sua inserção geográfica no território nacional. “Municípios pequenos, da ordem de 20 a 50 mil habitantes, precisam muito mais do dinheiro da união e dos estados do que municípios maiores que conseguem gerar uma arrecadação melhor o que lhes conferem autonomia maior em suas políticas de gestão municipal”, relatou Adriano.

É importante ainda pensar nesses Planos Diretores em um caráter regional, para que os municípios menores e com baixa arrecadação consigam resolver suas problemáticas em conjunto, atendendo assim as demandas do Estatuto das Cidades.

O evento foi encerrado com a palestra: “Desafios Regionais no Planejamento Urbano”, feita pelo professor Nabil Bonduki, Titular da FAU-USP, presidente do Instituto Casa da Cidade, colunista de urbanismo da Folha de São Paulo, conselheiro do CAU/SP, onde é coordenador da Comissão de Política Urbana, Ambiental e Territorial.

A conferência contou com vários outros profissionais, da área de sociologia, geografia, biólogos, economistas, professores, alunos e empresários e foi concebida pela Pró-Associação de Arquitetos e Urbanistas de Votuporanga e Região com apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/SP), Prefeitura de Votuporanga e 1ª Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Votuporanga e Região.