Promovida pelo SAE/CTA de Jales (Serviço de Assistência Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento) e o GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica da Região), durante os dias 4 e 5 de julho, a Campanha Julho Amarelo/Capacitação de Testes Rápidos de 2019, foi realizada nas dependências da Unijales – Centro Universitário de Jales.

A Capacitação reuniu profissionais de Unidades de Saúde de Jales e região, Atenção Básica, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), Santa Casa de Misericórdia de Jales e AME (Ambulatório Médico de Especialidades), tendo como objetivo a qualificação destes profissionais em relação ao diagnóstico de doenças detectadas nos testes rápidos, como HIV, sífilis, hepatites B e C.

Durante os dois dias foram abordados assuntos através de palestras em relação ao HIV, hepatites virais, sífilis, prevenção combinada, auto teste, diretrizes do teste rápido, aspectos éticos, principais aspectos do aconselhamento pré e pós-teste, biossegurança, PEP (Profilaxia Pós-exposição Sexual), PREP (Profilaxia Pré-Exposição Sexual), discussão de casos e a prática na realização do teste.

A coordenadora do SAE/CTA de Jales, Dieine Morise Garcia, explica que esta qualificação foi a introdução em relação a campanha Julho Amarelo. “Esse foi nosso pontapé inicial sobre o julho amarelo. Dentro da nossa pactuação estadual nós colocamos a capacitação em evidência, e dentro das capacitações incluímos o teste rápido, que é a forma mais fácil de detectar a Hepatite”.

“Nós abordamos a teoria e a prática do teste rápido. Dentro deles nós falamos sobre a epidemiologia, a repeito de cada uma das doenças, a forma de transmissão, como tratar, alguns conceitos novos como i=i, que é indetectável é igual a intransmissível, a questão da PREP e a PEP. Nós pudemos fazer discussão de casos, falar sobre prevenção combinada, os insumos que são disponibilizados pelo Ministério da Saúde para Jales e região, a questão do Brasil ser referência internacional em política de IST/AIDS, os aspectos éticos e políticos, o que juridicamente nós somos aptos ou não a fazer e os profissionais que são capacitados a realizar o teste rápido”, completou a coordenadora.

O acolhimento, a avaliação, caracterização de risco de transmissão e o conhecimento da frequência de exposições ao risco foram algumas das várias recomendações para a abordagem de uma pessoa com exposição sexual ao HIV passadas para os profissionais de saúde.