A Secretaria Municipal de Saúde de Jales vai realizar entre os dias 5 e 10 de agosto, a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, com o objetivo de alertar e auxiliar a população nos cuidados para prevenir a doença. Serão envolvidas todas as unidades básicas de Saúde (ESF – Estratégia de Saúde da Família), Centro de Zoonoses e a equipe municipal de Combate à Endemias.

Durante toda a semana haverá orientações sobre a doença nas salas de espera das unidades e está previsto um “pedágio” com entrega de panfletos com orientações de prevenção, programado para acontecer no cruzamento da Avenida Francisco Jalles com a Rua 8, na sexta-feira. O tema da campanha deste ano é “Leishmaniose Visceral: #eu apoio e faço parte”.

A semana foi instituída pela Lei 12604, de 3 de abril de 2012 e visa estimular ações educativas e preventivas; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose; apoiar as atividades de prevenção e combate à leishmaniose organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil; e, difundir os avanços técnico-científicos relacionados à prevenção e ao combate à leishmaniose.

“Queremos fazer uma ampla divulgação sobre o tema e sensibilizar a sociedade para realização de ações que levem ao conhecimento e às boas práticas ambientais para a prevenção da doença em humanos e animais”, frisou a secretária municipal de Saúde, Maria Aparecida Moreira Martins.

A conscientização é a principal arma no combate a leishmaniose que é causada por um protozoário, transmitido pelo mosquito palha que, ao picar um cachorro infectado e depois o humano, causa na vítima febre alta, fraqueza, emagrecimento e em casos mais graves pode levar ao óbito. Os cães infectados podem apresentar fraqueza, sonolência, emagrecimento, feridas na pele – principalmente no focinho -, perda de pelos, crescimento anormal das unhas, dentre outros sintomas. O período de incubação da doença em seres humanos e nos cães é de 2 meses a 7 anos, portanto, os sintomas podem aparecer após esse período.

A leishmaniose visceral é uma das doenças parasitárias que mais mata no mundo, sendo uma das mais perigosas doenças tropicais negligenciadas.

 Prevenção:

O mosquito palha se reproduz em materiais em decomposição, como folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira, que são encontrados, em sua maioria e por descuido dos próprios moradores, nos quintais das residências. Ele ataca (pica) nas primeiras horas do dia ou do entardecer, por isso, a recomendação é que evite que animais domésticos, principalmente os cães, fiquem em locais abertos nesses horários, impedindo assim o contágio e proliferação da doença. Além dos cães, outros animais também podem ser infectados, como gambás, ratos, gatos e macacos.

“As recomendações são: uso de repelente, evitar os horários e ambientes onde esses insetos possam frequentar, utilização de mosquiteiros de tela fina, colocação de telas de proteção nas janelas (orifícios menor que 1 mm), não acumular lixo orgânico (folhas, frutos, restos de galhos) nos quintais, mantendo sempre limpas áreas próximas às residências e os abrigos dos animais domésticos”, enalteceu Vanessa Luzia Tonholi da Silva, coordenadora da Equipe Municipal de Combate às Endemias.

Como proteger os cães:

Evitar levar o cão para passear após o pôr do sol, horário de maior atividade do transmissor, além de locais úmidos, de mata ou parques; colocar telas de malha fina no canil (orifícios menor de 1 mm), manter o abrigo sempre limpo sem fezes ou resto de alimentos; a OMS indica o uso de coleira repelente à base de deltrametrina ou permetrina (4%); outros repelentes, na forma de talco, spray e gotas agem de forma similar, porém, eles possuem período de proteção menor. 

A Secretaria Municipal de Saúde de Jales vai realizar entre os dias 5 e 10 de agosto, a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, doença transmitida pelo mosquito palha